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July 15, 2013 / por Livia

Dia 9: Big Circuit (Siem Riep)

Depois de termos sofrido muito com o calor no passeio do dia anterior, decidimos adotar uma nova estratégia: acordar muito cedo e visitar os templos antes dos horários mais críticos do sol. Além disso, tinha lido em vários blogs que era muito legal ver o sol nascer em Angkor Wat.

O motorista nos buscou no hotel às 4:30 da manhã e ainda estava escuro quando chegamos em Angkor Wat. Foi muito lindo ter visto o sol nascendo, somente algo assim tão especial pra me tirar da cama tão cedo! Aproveitamos e entramos mais uma vez dentro do templo de Angkor Wat, valeu a pena, pois estava bem vazio e ainda tivemos a sorte de ver uma cerimônia linda de um menino que estava tornando-se monge.DSC05529 DSC05537 DSC05548 DSC05585 DSC05594 DSC05596 DSC05598

Nesse dia visitamos os seguintes templos: Preah Khan, Neak Pean (esse é bem pequeno), Ta Som e o Banteay Srei, que apesar de não fazer parte do Big Circuit, valeu a pena ter visitado pois é bem diferente de todos os outros (todo construído com tijolos vermelhos, além disso, o caminho até lá é bem interessante, você passa por várias vilas e consegue ter ideia da realidade do Camboja – muito pobre!).

Preah Khan

Preah Khan

Preah Khan

Preah Khan

Ta Som

Ta Som

Celso fazendo superman (piada interna) no caminho para o Neak Pean

Celso fazendo superman (piada interna) no caminho para o Neak Pean

Neak Pean

Neak Pean

Ta Som

Ta Som

Preah Khan

Preah Khan

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Banteay Sar

Banteay Srei

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Às 11 da manhã já havíamos terminados de visitar os templos e resolvemos nos despedir de Angkor Wat fazendo um passeio de balão. Pagamos U$15 por cada ticket e quando estávamos entrando no balão bateu um certo medo e decidimos desistir. Eu falei para o Celso “estou com medo, vamos desistir?” e ele não pensou duas vezes e falou “ok, vamos!” hahaha! Pegamos o dinheiro de volta e ficamos observando um grupo “subir” no balão.  Nos convencemos então de que o passeio era seguro e compramos novamente os tickets  sob o olhar de reprovação da mocinha do caixa. O passeio foi legal, lá de cima você consegue ter uma boa vista de Angkor Wat, achei que valeu a pena!

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Recomendo muito essa estratégia de visitar tudo muito cedo, deu para aproveitar bem mais. Os templos estavam menos cheios e o calor menos insuportável. Às 13h já estávamos no hotel, dormimos durante a tarde inteira e no final do dia fomos para Pub Street ( o “centrinho” de Siem Reap) visitar os night markets, comprar lembrancinhas etc.

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Considerações finais sobre o Camboja: vale MUITO a pena por toda riqueza cultural e recomendo pelo menos 2 dias inteiros para conhecer os principais templos. Quem  só faz os passeios turísticos não consegue entender a realidade do país, mas o pouco que vi cortou o meu coração. Na entrada e saída dos templos várias crianças “te agarram”, pegam na sua mão e ficam implorando para que você compre cartões postais, livros, lembracinhas etc. Dá muita dó! As crianças são muito treinadas para pedir dinheiro, fazem cara de choro, falam coisas engraçadinhas em inglês, enfim… em um dos templos, um menininho de uns 5 anos nos perguntou (em inglês) ” de onde vocês são?”, falamos que somos do Brasil e ele disse “vocês têm dinheiro do Brasil pra me dar? Não tem problema, eu posso trocar depois”.

Na hora de comprar lembrancinhas nos night markets a mesma coisa acontece. Você pede desconto, as vendedoras fazem cara de choro, falam que o movimento não está bom e que se elas baixarem o preço não vão ter lucro nenhum. Você entra em uma barraquinha e pergunta quanto custa algo, as vendedoras chutam um preço absurdo e você começa a barganhar… na maioria das vezes você consegue pagar pelo menos a metade do preço original, pedir desconto é parte da graça de comprar nos mercadinhos de rua. O Celso queria comprar um copinho de shot, sabíamos que custava uns U$4, fomos numa barraquinha e a moça nos disse que custava U$12. Achamos um absurdo, agradecemos e fomos embora. Vocês acreditam que a moça saiu atrás da gente no meio da rua? Ela falava “ok, eu faço por U$10”, “ok, eu faço por $8”, nós não demos muita atenção até que ela chegou nos U$5 e resolvemos fechar.

Apesar de ter passado por vários momentos de tristeza por conta da pobreza (muito triste ver todas aquelas crianças nas ruas implorando por dinheiro, sério, é de cortar o coração) saí de lá aliviada por saber que aos poucos a situação está melhorando. Nosso guia (o “poético” do dia so Small Circuit) nos disse que hoje o Camboja vive dias muito calmos, na visão dele o pior já passou. Para quem não sabe, nos anos 70 o Camboja viveu uma guerra civil onde 1/5 da população foi assassinada, muitas outras sofreram tortura, foram multiladas, passaram fome, perderam familiares…. Apesar de toda a tristeza, fiquei feliz de saber que para os olhos dos locais há uma luz no fim do túnel e que eles acreditam que aos poucos a situação irá melhorar. O Camboja me encantou, espero um dia poder voltar e ver o país em uma situação melhor.

Fazendo compras nas barraquinhas do Night Market

Fazendo compras nas barraquinhas do Night Market

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